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PF e Receita Federal fazem operação contra grupo de Chapadão do Sul

Postado em 26/05/2021 por

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Segundo a Receita, investigados não pagavam pela importação de produtos, recebiam notas fiscais de empresas fictícias e pagavam aos fornecedores com boletos. O dinheiro da venda era investido em bens, com ‘divulgação’ na web.

A Operação Harpócrates 2 prendeu preventivamente (por tempo indeterminado) o empresário Rogério Reis, um dos donos da R3 Imports, loja de eletrônicos com unidades em Campo Grande e Chapadão do Sul. A força-tarefa investiga quatro pessoas envolvidas em esquema de contrabando de eletrônicos. Os nomes não foram divulgados.


Segundo a Receita, os investigados não pagavam nada pela importação de produtos de alto valor, recebiam notas fiscais de empresas fictícias com sócios “laranjas” e pagavam aos fornecedores com boletos. Essas notas eram emitidas para dar aparência de legalidade às aquisições estrangeiras.


A Polícia Federal e Receita Federal também apreenderam pelo menos 4 carros, dentre eles um Porsche Boxster, avaliado em cerca de R$ 400 mil na tabela Fipe, e um Land Rover Evoque 2013 – modelos semelhantes são anunciados por mais de R$ 100 mil na internet. Conforme a Receita, a empresa que vendia os produtos contrabandeados tinha clientes famosos e usavam o dinheiro para efetuar compras de bens de luxo.

Reprodução: O Correio News

A investigação sobre o grupo se iniciou no dia 21 de novembro do ano de 2019 e durante seu curso, foram realizadas várias apreensões a situação patrimonial dos envolvidos. A operação que foi realizada hoje é a segunda fase da realizada em dezembro de 2017 e leva o nome de Harpócrates. O objetivo desta investigação, é prender uma pessoa, cumprir 14 mandados de busca e apreensão, apreender dois imóveis, três veículos e valores eventualmente existentes em contas bancárias de quatro investigados.

PF e Receita fazem apreensão de material que seria dos investigados — Foto: PF/Divulgação
Reprodução: G1 MS


Dentre os locais de cumprimento de mandados judiciais, estão uma loja em um shopping, um condomínio residencial e classe média e um prédio de luxo, em Campo grande, e uma loja física na cidade de Chapadão do Sul, que fica localizada na Avenida 6, no centro da cidade.


O nome da operação faz referência ao deus do silêncio e do segredo, o que contrasta com a ostentação dos investigados.

Loja que vendia produtos contrabandeados é um dos endereços da operação — Foto: PF/Divulgação
Reprodução: G1 MS

Por: Thiago Silva

*Com informações, dados e imagens do site “Campo grande News, O Correio News e G1 MS

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