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Filhos que moram em MS mandam presentes e mostram carinho à distância no Dia das Mães

Postado em 10/05/2021 por

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Cestas de café da manhã e dia no spa são algumas das opções de presentes à distância, para quem está longe das genitoras. Morando fora, filhos contam que tentam fazer de tudo para continuarem presentes no Dia das Mães.

O Dia das Mães comemorado neste domingo (9) em todo Brasil, é lembrado como data difícil para muitos filhos que estão morando longe do lar maternal. Para que a distância não signifique menos amor, cuidado ou carinho, filhos que moram em Mato Grosso do Sul e passam a data em cidades diferentes das genitoras, fizeram questão de surpreender as mães com presentes no dia especial.

“Maior incentivadora dos meus sonhos”

Letícia e a mãe, Terezinha, em passeio em Campo Grande (MS)  — Foto: Letícia Ávila/Arquivo Pessoal
Letícia e a mãe, Terezinha, em passeio em Campo Grande (MS) — Foto: Letícia Ávila/Arquivo Pessoal

A jornalista e mestra em comunicação, Letícia de Faria Ávila Santos, de 25 anos, já soma o nono ano sem passar o Dia das Mães com a mãe, Terezinha. Letícia se mudou de Rondonópolis (MT) para Campo Grande aos 17 anos para estudar, e, desde então, elas não passaram a data juntas. “Ficou ainda mais difícil agora, com a pandemia. A gente fica distante, perde aniversário, Dia das Mães, Dia dos Pais e nunca é fácil, a saudade parece sempre a mesma”, afirma a filha.

Letícia contou com a ajuda de uma tia para surpreender a mãe, a 493 quilômetros de distância, com uma cesta neste dia 9, composta por pães e frutas, além de um recado especial, afirmando que Terezinha sempre foi “a maior incentivadora dos meus sonhos”.

“Acho que um presente, um carinho, é uma forma da gente mostrar que se importa mesmo longe. Agora com a Covid, fico muito preocupada com ela, com meu pai, mas sei que não ir para casa é o que eu posso fazer pra proteger eles”, finaliza.

Letícia presenteou a mãe, Terezinha, com cesta de frutas — Foto: Letícia Ávila/Arquivo Pessoal
Letícia presenteou a mãe, Terezinha, com cesta de frutas — Foto: Letícia Ávila/Arquivo Pessoal

“Existem momentos que só queria um colo de mãe”

O estudante Ian Netto Maciel Gil, de 21 anos, não vê a mãe, Alice, há quatro meses. Ele, que é de Corumbá e veio para a capital sul-mato-grossense para estudar, acabou ficando em Campo Grande, mesmo em período de pandemia, para tentar mais oportunidades de trabalho. “É complicado ficar longe dela, pois sempre fomos bem grudados”, afirma.

Ian conta que a mãe, de início, foi contrária à ida dele para a capital, a 426 quilômetros de Corumbá, exatamente pelo apego ao filho. “Demorou um pouco para ela assimilar, entender. Agora em abril foi aniversário dela e foi a primeira vez que ficamos longe nesta data. Ela chorou bastante. Por ela ser grupo de risco, acaba não vindo me ver aqui em Campo Grande e eu vou até ela, quando dá”, comenta o estudante.

“Existem momentos que a gente quer fugir da realidade, só um colo de mãe, mas está difícil ultimamente, ainda mais com a pandemia”, diz Ian Maciel Gil.

Ian, ainda criança, no colo da mãe, Alice — Foto: Arquivo Pessoal

Ian, que é um dos três filhos de Alice, se organizou com os irmãos para fazer uma surpresa: dar um dia de spa para a genitora. “Claro que não estaremos juntos presencialmente, mas quero que ela sinta que sempre estarei do lado dela, da maneira que eu puder”, finaliza.

“Somos tipo melhores amigas”

A também estudante Ana Caroline Krasnievicz, de 21 anos, se mudou de Sorriso, em Mato Grosso, para Campo Grande, em fevereiro de 2020, para estudar Ciências Sociais. Ela trocou de curso, e hoje é estudante de jornalismo no primeiro ano, mas permanece na capital de Mato Grosso do Sul. A última vez que ela viu a mãe, Elizandra, foi no Natal do ano passado.

“A gente era bastante apegada, tipo melhores amigas. É difícil demais ficar longe. Eu dava orquídeas pra minha mãe e ela sabia quando ia florescer e quando ela ganhou. Pra ela está sendo até mais fácil, mantém mais a mente ocupada com meu irmão e o trabalho, mas eu sofro bastante aqui sem poder sair de casa e estudando”, conta Ana Caroline.

Mesmo com a distância de mais de 1.100 quilômetros, a estudante comenta que a mãe sabe de tudo que se passa com ela. “Minha mãe é a primeira pessoa que eu penso em contar quando acontece algo comigo. Ela sabe de tudo da minha vida, conversamos todos os dias, do bom dia ao boa noite. Se não tivesse pandemia, acho que não estaríamos conversando tanto, acabaríamos vivendo mais separadas, mas até o momento não “desmamei” tanto quanto deveria”, brinca.

Ana Caroline com a mãe, Elizandra, e o irmão, em Sorriso (MT).  — Foto: Ana Caroline Krasnievicz/Arquivo Pessoal
Ana Caroline com a mãe, Elizandra, e o irmão, em Sorriso (MT). — Foto: Ana Caroline Krasnievicz/Arquivo Pessoal

Nina, como é conhecida a estudante, comenta que preparou uma surpresa para Elizandra nesse Dia das Mães. “Minha prima trabalha com ela, então preparei uma surpresa de cesta de café da manhã. Espero que ela goste e que possa mostrar meu carinho por ela nesse dia”, finaliza.

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